Quando a avaliação passa a ser punitiva

Quantas vezes nós, acadêmicos do ensino superior, já não passamos noites despertos estudando para “provas” ditas difíceis e vemos que nosso esforço foi em vão quando nos deparamos com questões específicas que cobram notas de roda-pé de livros? Nesse momento nos encontramos frente à uma distorção do real intuito que a avaliação tem no âmbito pedagógico, em que passa a adquirir um caráter punitivo.
Esse método avaliativo na literatura recebe a nomina de “avaliação punitiva”, em que o poder se encontra de forma autoritária concentrado nas mãos do professor, que enxerga a avaliação como apenas um sistema de notas atribuídas à questões que tem por finalidade, separar os estudantes entre aptos e não aptos a seguir adiante no curso, sem considerar a continuidade da avaliação como instrumento pedagógico.
Em um caminho oposto encontra-se a “avaliação formativa”, expressão adotada por autores para designar um método de avaliação que envolve 5 movimentos, dentre os quais encontram-se:
1º Movimento: garantir feedback para toda forma de avaliação. O feedback é uma forma de tornar a avaliação continua, para que o estudante possa observar os pontos em que apresentou dificuldades e superá-los. Os estudos afirmam que para os primeiros anos da graduação o feed-back deve ser pontual e imdediato, já no internato e na residência médica um feed-back tardio (posterior) é mais efetivo.
2º Movimento: necessidade de garantir validade da avaliação. São 4 validades a de coerência, que questiona se a prova está alinhada ao currículo; a de conteúdo, que indaga se o conteúdo do currículo está sendo utilizado equitativamente; a de construção, que diz respeito a prova ser feito para o nível do estudante e se ela está adequada para o nível de conhecimento do mesmo, e a preditiva, que leva em conta se a prova avalia o desempenho futuro do estudante.
Nós, como estudantes, devemos lutar para que as avaliações aplicadas nas instituições de ensino superior percam o caráter punitivo da avaliação, para que cada vez mais ela deixe de ser pontual e focada na nota para adquirir um aspecto continuo que auxilie na formação do estudante.

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